Estado avança nos indicadores de TI
Comitê Setorial de Informática quer dobrar número de empresas, criando cenário comparativo mais amplo
O Rio Grande do Sul quer acelerar o passo e dar um caráter nacional par ao seu Sistema de Indicadores de Tecnologia da Informação, elaborado pelas empresas que fazem parte do Comitê Setorial de Informática, do Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP). A meta é criar um cenário comparativo mais amplo para a mensuração de questões como faturamento, margem de contribuição, lucro e ponto de equilíbrio, entre outras questões que revelem o desempenho dos competidores.
Esse trabalho deve acontecer a partir do estímulo de entidades como a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação, Software e Internet (Assespro), nas suas regionais. Hoje temos 33 empresas gaúchas participando do sistema de indicadores e a expectativa é atrair as de outros estados também, relata o presidente do Comitê Setorial de Informática do PGQP, Jorge Branco.
A meta para 2010 é duplicar o número de empresas que participam do sistema. E é justamente esse aumento da adesão que torna viável uma comparação mais consistente. Na área pública, por exemplo, hoje instituições como a Companhia de Processamento de Dados do Rio Grande do Sul (Procergs) e a Companhia de Processamento de Dados de Porto Alegre (Procempa) não possuem base de comparação com outras que desempenham a mesma função no Brasil.
O diretor-presidente da Procempa, André Imar Kulczynski, destaca a importância de as empresas terem referências no mercado, mas admite que essa é uma questão delicada. Ao apresentar alguns indicadores, acabam sendo reveladas também estratégias e fragilidades. E isso costuma causar receio, observa. Segundo ele, o Setorial de Informática está empenhado em quebrar um pouco essa resistência, buscando caminhos alternativos. A idéia, por exemplo, é que esses indicadores sejam recebidos e trabalhados sem revelar o nome dos competidores, e sim traçar cenários, como o número de funcionários e nível de faturamento.
A Procempa, por sua vez, resolveu abrir seus indicadores. É uma demonstração de que as companhias públicas estão compreendendo essa necessidade e fortalecendo a sua atuação no PGQP, diz Kulczynsk, acrescentando que a entidade está entre as 10 maiores empresas públicas do setor, entre as municipais, estaduais e federais.
O Comitê Setorial de Informática tem como objetivo disseminar as bases de Gestão da Qualidade Total na área de Tecnologia da Informação, seguindo os princípios estabelecidos pelo PGQP. Atualmente, cerca de 200 empresas fazem parte do Setorial de Informática, número que deve aumentar em 10% esse ano.
O programa permite às empresas entenderem melhor as características do mercado que atuam e definir o rumo de seus negócios. Já as entidades podem trabalhar com números consolidados que demonstram o perfil e as características do setor, passando a desenvolver ações alinhadas com essa realidade.