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TI nacional precisa passar por onda de consolidação, julga Brasscom e BNDES

Banco de fomento e entidade setorial apontam para a necessidade de provedores de maior porte para competir no mercado externo

A Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) acredita que a indústria nacional de TI precisa passar por uma onda de consolidação para se estabelecer com mais ênfase no mercado externo. "Precisamos de empresas de grande porte", comenta Antonio Carlos Rego Gil, presidente da entidade, apontando que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve incentivar a fusão e aquisição entre os players brasileiros para que os provedores nacionais capturem o mercado global de software e serviço, estimado em US$ 84 bilhões, em 2009.

"Concordamos que é preciso ter porte para ir para o mercado externo", salienta Julio Raimundo, superintendente da área industrial do banco de fomento, compartilhando a opinião do presidente da Brasscom. "Hoje, temos participação em mais de 20 empresas do setor. O que temos feito é apoiá-las nos processos de consolidação para juntar forças", afirmou. De acordo com o superintendente, uma das metas definidas pela PDP (Política de Desenvolvimento Produtivo) focada no setor de tecnologia da informação estabelecida pelo governo há alguns meses dizia respeito, justamente, a suportar pelo menos duas empresas para que essas atingissem faturamento superior a R$ 1 bilhão, até 2010. O objetivo foi alcançado esse ano. "Nosso interesse é continuar fazendo (o movimento de apoio)", sinaliza Raimundo, com a ressalva de que a consolidação do mercado trata-se de um processos que exige cuidado.

A Brasscom assumiu, frente ao governo federal, a missão de elevar as exportações de software e serviços de TI brasileiros ao patamar de US$ 5 bilhões, em 2011. "Chegaremos lá ou até ultrapassaremos esse número", comenta Gil, com tom de otimismo. De acordo com a entidade, em 2009, os provedores nacionais exportaram cerca de US$ 3 bilhões em software e serviços. A projeção é fechar 2010 com receitas externas na casa dos US$ 3,5 bilhões, dentro de um mercado de offshore avaliado em US$ 101 bilhões.

Segundo o presidente da Brasscom, para alcançar o objetivo colocado para daqui a dois anos, além de contar com empresas de maior porte, o setor precisará investir na formação de mão de obra e promover melhorias na infraestrutura tecnológica. Outro ponto associa-se ao volume de imposto praticado no Brasil. "É impossível competir no mercado externo com o nível da carga tributária praticada", diz Gil, salientando que a entidade trabalha junto ao governo para acertar essa equação.

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