bCIOs devem ter mais cautela nos gastos em 2010
Para o diretor da Accenture,
aprovação de orçamentos mudou com a crise econômica
O ano de 2009 serviu, principalmente, para as empresas - e o departamento de TI - mudarem a maneira de gerenciar seus orçamentos. Mais detalhistas, os executivos passaram a revisitar o budget mensalmente e analisar cada movimentação. "Com a crise, a dinâmica das companhias aprovarem gastos mudou. Vemos mais aprovações por projetos e menos no piloto automático. Além disto, os números estão mais sujeitos à revisão constante", avaliou o diretor da área de tecnologia da Accenture, Ricardo Chisman. De acordo com ele, no próximo ano, o orçamento de TI das corporações não deve aumentar, mas também não deve retrair, e espera-se mais cautela na administração dos custos. "Começaram a aparecer mais práticas de gestão de projetos e melhorou os processos", reflete.
Ele explica, que a tendência é que esta postura seja cada vez maior, uma vez que as empresas vêm buscando mais eficiência operacional, tanto em custo, quanto no time to market. A resposta da TI para esta demanda tem sido uma aposta em tecnologias que seguem a linha de computação nas nuvens, software como serviço, colaboração e mobilidade, além, é claro, de soluções de BI.
A inteligência analítica, aliás, nunca esteve tão na pauta como recentemente. A explicação lógica para isto vem da competitividade. No cenário de crise, quem tiver as melhores informações leva a melhor. Mas a prática (e, sobretudo, a excelência) de transformar dados em informações essenciais para o negócio ainda engatinha na maioria das instituições. "Poucas fazem isto bem-feito, mas vão ter de aprender." Diferentemente da postura de alguns executivos, a preocupação de Chisman é com a preparação das companhias para retomada do crescimento. "A TI aprendeu a lidar com incertezas e, agora, tem de estar pronta para quando chegarem as demandas", pontua.